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	<title>Cerveja &#187; Histórias</title>
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	<description>A melhor amiga do homem</description>
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		<title>REINHEITSGEBOT &#124; A lei da pureza da cerveja</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 12:16:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Temperini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fabricação]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme IV Duque da Baviera]]></category>
		<category><![CDATA[Lei da pureza da cerveja]]></category>
		<category><![CDATA[Reinheitsgebot]]></category>

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		<description><![CDATA[A Reinheitsgebot (lei da pureza da cerveja) foi uma lei promulgada pelo Duque Guilherme IV da Baviera, em 23 de Abril de 1516. A Lei da Pureza da Cerveja instituiu que a cerveja deveria ser fabricada apenas com os seguintes ingredientes: água, malte de cevada e lúpulo (a levedura de cerveja não era conhecida à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Reinheitsgebot (lei da pureza da cerveja) foi uma lei promulgada pelo Duque Guilherme IV da Baviera, em 23 de Abril de 1516. A Lei da Pureza da Cerveja instituiu que a cerveja deveria ser fabricada apenas com os seguintes ingredientes: água, malte de cevada e lúpulo (a levedura de cerveja não era conhecida à época).</p>
<p>Ele constitui um dos mais antigos decretos alimentares da Europa.</p>
<p>Leia abaixo a íntegra da lei traduzida para o português:</p>
<p><em>&#8220;Proclamamos com este decreto, por Autoridade de nossa Província, que no Ducado da Baviera, bem como no país, nas cidades e nos mercados, as seguintes regras se aplicam à venda da cerveja:</p>
<p>De Michaelmas a Georgi, o preço para um Litro ou um Copo, não pode exceder o valor de Munique do pfennig.</p>
<p>De Georgi a Michaelmas, o Litro não será vendido por mais de dois pfennig do mesmo valor, e o Copo não mais de três Heller (Heller geralmente é meio pfennig).</p>
<p>Se isto não for cumprido, a punição indicada abaixo será administrada.</p>
<p>Se todo cervejeiro tiver outra cerveja, que não a cerveja do verão, não deve vendê-la por mais de um pfennig por Litro.</p>
<p>Além disso, nós desejamos enfatizar que no futuro em todas as cidades, nos mercados e no país, os únicos ingredientes usados para fabricação da cerveja devem ser cevada, malte e água.</p>
<p>Qualquer um que negligenciar, desrespeitar ou transgredir estas determinações, será punido pelas autoridades da corte que confiscarão tais barris de cerveja, sem falha.</p>
<p>Se, entretanto, um comerciante no país, na cidade ou nos mercados comprar dois ou três barris da cerveja (que contém 60 litros) para revendê-los ao vendedor comum, apenas para este será permitido acrescentar mais um Heller por Copo, do que o mencionado acima. Além disso, deverá acrecentar um imposto e aumentos subseqüentes ao preço da cevada (considerando também que os tempos da colheita diferem, devido à localização das plantações).</p>
<p>NÓS, o Ducado da Baviera, teremos o direito de fazer apreensões para o bem de todos os interessados.&#8221;</p>
<p>Guilherme IV Duque da Baviera</em></p>
<div align="center">
<img src="http://amelhoramigadohomem.com.br/wp-content/uploads/2009/01/reinheitsgebot.jpg" alt="reinheitsgebot" title="reinheitsgebot" width="407" height="581" class="alignnone size-full wp-image-468" />
</div>
<p><strong>Um pouco de história</strong><br />
Foi em 1906 que o Reinheitsgebot se estendeu a toda a Alemanha, apesar das críticas da indústria da cerveja.</p>
<p>Após a Segunda Guerra Mundial, o decreto foi modificado e incorporado à regulamentação federal para a taxação da cerveja (Biersteuergesetz).</p>
<p>Nas cervejas de baixa fermentação foram autorizados o malte de cevada, o lúpulo e a água. Nas cervejas de fermentação elevada foram autorizados, além disso, os maltes de outros cereais bem como um número limitado de açúcares e corantes. Por último, maior liberdade foi deixada às cervejas destinadas à exportação.</p>
<p><strong>E como está hoje?</strong><br />
Devido à regulamentação européia, outros ingredientes são autorizados nas cervejas alemãs, mas a maioria dos cervejeiros alemães continuam a seguir as prescrições do Reinheitsgebot, consideradas garantia de qualidade.</p>
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		<title>História da Budweiser</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 21:03:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Temperini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Budweiser]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[


A BUDWEISER é a cerveja que os trabalhadores tomam quando param num bar a caminho de casa, depois de um dia cheio de trabalho. A marca está associada a macacões, mãos sujas de graxa, trabalho pesado e jogos tradicionais. Vários aspectos contribuíram para seu sucesso. Primeiro, a imagem visual e os slogans. A BUDWEISER tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center">
<img src="http://amelhoramigadohomem.com.br/wp-content/uploads/2008/11/logo-budweiser.jpg" alt="" title="logo-budweiser" width="235" height="84" class="alignnone size-full wp-image-97" />
</div>
<p>A BUDWEISER é a cerveja que os trabalhadores tomam quando param num bar a caminho de casa, depois de um dia cheio de trabalho. A marca está associada a macacões, mãos sujas de graxa, trabalho pesado e jogos tradicionais. Vários aspectos contribuíram para seu sucesso. Primeiro, a imagem visual e os slogans. A BUDWEISER tem uma imagem visual muito forte &#8211; o mundo simbólico da marca. Inclui o rótulo &#8211; amplamente reconhecido e tipicamente americano com suas cores vermelho, branco e azul; o logotipo; a garrafa long-neck &#8211; com um poder distintivo comparável ao da Coca-Cola; os slogans “O Rei das Cervejas” e “O Produto Genuíno”. Essas razões transformaram a marca na cerveja mais consumida do planeta.</p>
<div align="center">
<img src="http://amelhoramigadohomem.com.br/wp-content/uploads/2008/11/budweiser.jpg" alt="" title="budweiser" width="80" height="232" class="alignnone size-full wp-image-98" />
</div>
<p><strong>A história</strong><br />
Tudo começou quando, reconhecendo a popularidade da cerveja tipo pilsner, e sonhando ter a marca com maior volume de vendas dos Estados Unidos, a cervejaria Anhauser-Busch, sediada na cidade de St. Louis, introduziu no mercado americano a BUDWEISER LAGER BEER, com a colaboração de Carl Conrad, sendo a primeira cerveja nacionalmente americana. A Anheuser-Busch decidiu usar o nome BUDWEISER, inspirada num tipo de cerveja de um lugar chamado Budweis, em uma região distante do Império Húngaro. Em 1883, graças ao processo de pasteurização em sua produção, a cerveja começou a ser engarrafada. As primeiras exportações ocorreram em 1885. Na década de 20, durante a Lei Seca americana, a cervejaria passou a produzir uma versão da BUDWEISER sem álcool. Somente em 1981 a Anheuser-Busch formou uma divisão internacional e começou o processo de venda em larga escala da cerveja no mercado internacional. No ano seguinte introduziu no mercado a cerveja Bud Light, que viria a se tornar em 2001 a mais consumida dos Estados Unidos. No ano de 1997, em parceria com a Antarctica, a cerveja é introduzida oficialmente no Brasil. No mês de julho de 2008, as marcas BUDWEISER e BUD LIGHT mudaram de mãos, depois da compra da cervejaria Anheuser-Busch, pela anglo-brasileira IMBEV por US$ 52 bilhões.</p>
<div align="center">
<img src="http://amelhoramigadohomem.com.br/wp-content/uploads/2008/11/budweiser-ice.jpg" alt="" title="budweiser-ice" width="400" height="166" class="alignnone size-full wp-image-99" />
</div>
<p><strong>A linha do tempo</strong><br />
<strong>1936</strong><br />
• A cerveja é vendida em lata pela primeira vez.</p>
<p><strong>1982</strong><br />
• BUD LIGHT, cerveja com baixo teor alcoólico e apenas 110 calorias. Desde 2001, tornou-se a cerveja mais consumida dos Estados Unidos, ultrapassando inclusive a BUDWEISER. O atual slogan do produto é “Keeps It Coming”.</p>
<p><strong>1984</strong><br />
• BUD ICE, cerveja com alto teor alcoólico (5.5%). Ganhou grande popularidade na década de 90 com uma campanha estrelada por simpáticos pingüins e a música “Dooby-dooby-doo”.</p>
<p><strong>1989</strong><br />
• BUD DRY, introduzida no mercado depois de um promissor teste com o slogan “Why ask why? Try Bud Dry”. Atualmente perdeu espaço para a versão Ice, muito semelhante a sua fórmula.</p>
<p><strong>1994</strong><br />
• BUD ICE LIGHT, a versão light da cerveja Ice.</p>
<p><strong>2004</strong><br />
• BUDWEISER SELECT, cerveja de baixa caloria (apenas 99) e carboidratos. A cerveja tem sido promovida no mercado com os slogans “Step up to Select” e “The Real Deal”.<br />
• Introduzida a garrafa de alumínio com um designer moderno e atrativo.</p>
<p><strong>2008</strong><br />
• BUD LIGHT LIME, cerveja mais fraca com um toque de limão. A nova versão foi introduzida no mercado com o slogan “It’s Amazing What a Little Lime Can Do” (“É impressionante o que pode fazer um pequeno limão”).</p>
<div align="center">
<img src="http://amelhoramigadohomem.com.br/wp-content/uploads/2008/11/budweiser-types.jpg" alt="" title="budweiser-types" width="400" height="211" class="alignnone size-full wp-image-100" />
</div>
<p><strong>Disputa jurídica</strong><br />
Budweis passou a ser chamada Ceske Budejovice na República Tcheca. Embora seu nome e seus governantes tivessem mudado, essa pequena cidade conservou sua tradicional fabricação de cerveja. A marca BUDVAR floresceu e, para o incômodo da Anheuser-Busch, tem o direito legal de usar o nome BUDWEISER em mais de 40 países. O embate jurídico entre a gigante norte-americana e a pequena cervejaria checa, tem sido travado desde 1900. Os tchecos continuam irritados, não dispostos a ceder nem a receber os dólares oferecidos pela empresa americana. É por essa razão que em alguns países a marca BUDWEISER é comercializada como BUD. Recentemente a BUDWEISER ganhou algumas disputas jurídicas para utilização do nome em países como a Suécia. Em 21 dos 25 países da comunidade européia a empresa tem o direito de utilizar sua marca.</p>
<p><strong>Campanhas que fizeram história</strong><br />
A marca BUDWEISER, ao longo de sua história, realizou inesquecíveis campanhas publicitárias que acabaram fazendo parte da cultura americana. Um exemplo foi a campanha publicitária com o slogan “This BUD’S for you” introduzida na década de 70. Outros slogans criativos foram lançados posteriormente e caíram no gosto popular:<br />
<strong>Budweiser. True<br />
When you say Budweiser, you&#8217;ve said it all.<br />
For all you do, this Bud&#8217;s for you.<br />
Nothing beats a Bud.<br />
The Genuine Article.<br />
The King of Beers. (1957)<br />
Where there&#8217;s life, there&#8217;s Bud.<br />
This is Budweiser. This is beer. (2005)<br />
Bring Out Your Best. (1982 – Bud Light)<br />
Always worth it. (2006 – Bud Light)</strong></p>
<div align="center">
<a href="http://amelhoramigadohomem.com.br/wp-content/uploads/2008/11/budweiser-ads.jpg"><img src="http://amelhoramigadohomem.com.br/wp-content/uploads/2008/11/budweiser-ads-300x287.jpg" alt="" title="budweiser-ads" width="300" height="287" class="alignnone size-medium wp-image-101" /></a>
</div>
<p>Porém, talvez o slogan mais influente da marca tenha sido “Whassup?” (algo como “O que está rolando?” em português), que se transformou em um fenômeno da cultura pop global. Na década de 90, a marca lançou uma série de comerciais, como tentativa de conquistar onsumidores mais jovens, onde formigas, sapos e lagartos eram os protagonistas. A propaganda dos sapos, introduzida em meados dos anos 90, ficou marcada por três animais em um brejo, onde cada um pronunciava as sílabas BUD&#8230;WEIS&#8230;ER, imitando coaxados.</p>
<p>O comercial teve alto índice de aceitação. Foi uma propaganda inteligente, mas pode ter funcionado contra a força tradicional da marca. Logo depois, em 1998, durante o intervalo do Super Bowl, evento esportivo de maior audiência nos Estados Unidos, introduziu uma dupla hilária de lagartos verdes chamados Louie e Frank.</p>
<div align="center">
<img src="http://amelhoramigadohomem.com.br/wp-content/uploads/2008/11/budweiser-lagarts.jpg" alt="" title="budweiser-lagarts" width="320" height="126" class="alignnone size-full wp-image-102" />
</div>
<p><strong>Os cavalos Clydesdales</strong><br />
A história da marca BUDWEISER com a raça de cavalos denominada Clydesdale começou em 1933, quando a Lei Seca americana foi revogada e o filho do fundador da cervejaria, August Busch Jr., presenteou seu pai com cavalos da raça para comemorar a produção das primeiras garrafas após o término da proibição. Nesta época os majestosos cavalos bretões apareciam conduzindo uma elegante carruagem em eventos pelo país para divulgar a marca da cerveja e a cervejaria. Não demorou muito para tornar-se símbolo da BUDWEISER, aparecendo inclusive em campanhas comerciais. Na fábrica da Anheuser-Busch, onde há uma criação de cavalos da raça, é possível fazer um tour para observar os majestosos cavalos em carruagens meticulosamente preparadas para desfiles, além de poder tirar fotos e guardá-las como recordação. A cervejaria possui cerca de 250 cavalos da raça, um dos maiores rebanhos americanos.</p>
<div align="center">
<img src="http://amelhoramigadohomem.com.br/wp-content/uploads/2008/11/budweiser-clydesdale.jpg" alt="" title="budweiser-clydesdale" width="300" height="232" class="alignnone size-full wp-image-107" />
</div>
<p><strong>Os dados</strong><br />
• Origem: Estados Unidos<br />
• Lançamento: 1876<br />
• Criador: Anheuser Busch<br />
• Sede mundial: St. Louis, Missouri<br />
• Proprietário da marca: Anheuser Busch<br />
• Capital aberto: Sim<br />
• Chairman: P.T. Stokes<br />
• CEO: Luis Fernando Edmond<br />
• Faturamento: US$ 16.7 bilhões (2007)<br />
• Lucro: US$ 2.11 bilhões (2007)<br />
• Valor da marca: US$ 11.43 bilhões (2008)<br />
• Fábricas: 12<br />
• Presença global: + 100 países<br />
• Presença no Brasil: Sim<br />
• Maiores mercados: Estados Unidos, Canadá e Inglaterra<br />
• Funcionários: 31.000<br />
• Segmento: Cervejarias<br />
• Principais produtos: Cervejas<br />
• Ícones: O rótulo e os cavalos Clydesdales<br />
• Slogan: The King of Beers.<br />
• Website: <a href="http://www.budweiser.com">budweiser.com</a></p>
<p><strong>O valor</strong><br />
Segundo a consultoria britânica InterBrand, somente a marca BUDWEISER está avaliada em US$ 11.43 bilhões, ocupando a posição de número 33 no ranking das marcas mais valiosas do mundo.</p>
<p><strong>A marca no mundo</strong><br />
Presente em mais de 100 países com 12 fábricas, é líder absoluta do competitivo mercado americano (22% de participação de mercado), onde 1 em cada 5 cervejas vendida é BUDWEISER, além de ser a marca de cerveja mais valiosa do mundo. A Europa corresponde a 31% das vendas da marca. Seus maiores mercados são Canadá (segundo maior mercado depois dos Estados Unidos), Inglaterra, México, Irlanda e China. Desde 1957 é a cerveja mais vendida em todo mundo, sendo reconhecida pela famosa frase “The King of Beers”. A cervejaria Anhauser-Busch produz as marcas de cerveja mais vendidas no mundo, a BUD LIGHT (48 milhões de hectolitros/ano) e a BUDWEISER (39.5 milhões de hectolitros/ano).</p>
<p><strong>Você sabia?</strong><br />
• A cerveja BUDWEISER possui teor alcoólico de 5%, exceto nos estados de Utah, Minnesota e Oklahoma, que devido a leis locais o teor é de apenas 3.2%.<br />
• Em sua composição a cerveja BUDWEISER utiliza arroz.</p>
<p><em>Via <a href="http://www.mundodasmarcas.blogspot.com" target="_blank">Mundo das Marcas</a></em></p>
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		<title>História da Cerveja</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 20:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Temperini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Cerveja]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[


Há cerca de 10 mil anos, o homem antigo descobriu, por acaso, o processo de fermentação, no que surgiram, em pequena escala, as primeiras bebidas alcoólicas. Mais tarde, a cerveja era produzida inicialmente pelos padeiros, devido a natureza dos ingredientes que utilizavam: leveduras e grãos de cereais. A cevada era deixada de molho até germinar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center">
<img src="http://amelhoramigadohomem.com.br/wp-content/uploads/2008/11/beer-history.jpg" alt="" title="beer-history" width="351" height="450" class="alignnone size-full wp-image-83" />
</div>
<p>Há cerca de 10 mil anos, o homem antigo descobriu, por acaso, o processo de fermentação, no que surgiram, em pequena escala, as primeiras bebidas alcoólicas. Mais tarde, a cerveja era produzida inicialmente pelos padeiros, devido a natureza dos ingredientes que utilizavam: leveduras e grãos de cereais. A cevada era deixada de molho até germinar e, então, moída grosseiramente, moldada em bolos aos quais se adicionava a levedura. Os bolos, após parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados fermentar.</p>
<p>Há evidências de que a prática da cervejaria originou-se na região da Mesopotâmia onde a cevada cresce em estado selvagem. Os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente 6 mil anos e remetem aos Sumérios, povo mesopotâmico. A primeira cerveja produzida foi, provavelmente, um acidente. Documentos históricos mostram que em 2100 a.C. os sumérios alegravam-se com uma bebida fermentada, obtida de cereais. Na Suméria, cerca de 40% da produção dos cereais destinavam-se às cervejarias chamadas &#8220;casas de cerveja&#8221;, mantida por mulheres. Os egípcios logo aprenderam a arte de fabricar cerveja e carregaram a tradição no milênio seguinte, agregando o líquido à sua dieta diária.</p>
<p>A cerveja produzida naquela época era bem diferente da de hoje em dia. Era escura, forte e muitas vezes substituía a água, sujeita a todos os tipos de contaminação, causando diversas doenças à população. Mas a base do produto, a cevada fermentada, era a mesma.</p>
<p>A expansão definitiva da cerveja se deu com o Império Romano, que se encarregou de levá-la para todos os cantos onde ainda não era conhecida. Júlio César era um grande admirador da cerveja e, em 49 a.C., depois de cruzar o Rubicão, ele deu uma grande festa a seus comandantes, na qual a principal bebida era a cerveja. A César também é atribuída a introdução de cerveja entre os britânicos, pois quando ele chegou à Britânia, esse povo apenas bebia leite e licor de mel. Através dos romanos a cerveja também chegou à Gália, hoje a França.</p>
<p>E foi aí que a bebida definitivamente ganhou seu nome latino pelo qual conhecemos hoje. Os gauleses denominavam essa bebida de cevada fermentada de “cerevisia” ou “cervisia” em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da fertilidade.</p>
<p>Na Idade Média, os conventos assumiram a fabricação da cerveja que, até então, era uma atividade familiar, como cozer o pão ou fiar o linho. Pouco a pouco, à medida que cresciam os aglomerados populacionais e que se libertavam os servos, entre os séculos VII e IX, começaram a surgir artesãos cervejeiros, trabalhando principalmente para grandes senhores e para abadias e mosteiros. O monopólio da fabricação da cerveja até por volta do século XI continuou com os conventos que desempenhavam relevante papel social e cultural, acolhendo os peregrinos de outras regiões. Por isso, todo monastério dispunha de um albergue e de uma cervejaria. Os monges por serem os únicos que reproduziam os manuscritos da época, puderam conservar e aperfeiçoar a técnica de fabricação da cerveja.</p>
<p>Com o aumento do consumo da bebida, os artesãos das cidades começaram também a produzir cerveja, o que levou os poderes de públicos a se preocupar com o hábito de se beber cerveja. As tabernas ou cervejarias eram locais onde se discutiam assuntos importantes e muitos negócios concluíam-se entre um gole e outro de cerveja. A partir do séc. XII pequenas fábricas foram surgindo nas cidades européias e com uma técnica mais aperfeiçoada, os cervejeiros já sabiam que a água tinha um papel determinante na qualidade da cerveja. Assim a escolha da localização da fábrica era feita em função da proximidade de fontes de água muito boa.</p>
<p>Com a posterior invenção de instrumentos científicos (termômetros e outros), bem como o aperfeiçoamento de novas técnicas de produção, o que bebemos hoje é uma agregação de todas as descobertas que possibilitaram o aprimoramento deste nobre líquido.</p>
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